29 de jul de 2010

A Superempresa

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Algumas empresas são capazes de realizar prodígios incríveis que muitas vezes driblam nossa imaginação. Essas são as superempresas. Doações e patrocínios que extrapolam os limites normais; concessão de empréstimos a amigos & Cia; descontos e prazos exorbitantes a clientes; adiantamentos de salários que sempre resultam em saldos negativos nas contas dos funcionários no final do mês; e ainda são capazes de sustentar hobbies caríssimos de seus sócios. Sim! Ela é a protetora dos fracos e oprimidos.

A maioria das empresas, ou mesmo quase todas, trabalham com margens de lucros muito estreitas devido a  influência de fatores tais como concorrência, variação de demanda, variáveis econômicas, aspectos internos, etc. A escassez de recursos tornou-se uma constante no dia a dia das organizações, principalmente as pequenas e médias empresas, entretanto são nestas onde mais se vê as peripécias citadas.

As PME’s devem se preocupar primeiramente consigo mesmas e não considero isso um comportamento egoísta, mas um instinto de sobrevivência. Se ela não gerar os recursos necessários a garantir a continuidade de suas operações, ela simplesmente morrerá, portanto, deverá agir com a razão.

Bem, como todo super-herói tem seu arqui-inimigo, a Superempresa também possui o seu – o gestor financeiro – mais conhecido como “O Financeiro”. É aquele que parece estar sempre com um “não” desenhado nos lábios. Não libera dinheiro pra isso... não libera dinheiro pra aquilo... só fala/pensa em cortar gastos... resumindo, é um verdadeiro servo de Mamon. Mas isso não é verdade.

O profissional de finanças não é o vilão dessa história. Pelo contrário. Sabendo que todas as decisões administrativas produzem um reflexo, em maior ou menor grau, no fluxo de caixa da empresa, ele tem consciência  que uma de suas principais funções é agir com equilíbrio diante de tais situações e auxiliar, e quando necessário for, persuadir a alta administração a gerir os recursos da empresa de forma racional.

João N

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