2 de nov de 2011

Um crédito financeiro se mal utilizado, mais atrapalha que ajuda

Muitas empresas (sejam elas micro, pequenas ou médias), no esforço de conseguir crédito, têm apresentado aos bancos relatórios financeiros e operacionais inventados. Essa prática não é recente. De um lado, o mutuário faz de conta que é isso mesmo, e de outro, o banco finge que não vê. Será que essas empresas, de posse dos recursos financeiros obtidos, sabem realmente o que fazer com eles?


Porque as pequenas e médias empresas estão tão habituadas a apresentar aos bancos demonstrativos financeiros e operacionais diferentes do que realmente são? Relatórios de faturamento sobreavaliados, projeções de fluxo de caixa supra-otimistas, margens de lucro na contramão do mercado, etc., são alguns desses demonstrativos.

Creio que uma das principais explicações é a grande demanda por crédito para tapar os furos de caixa, conjugada às dificuldades de obtenção do mesmo (principalmente os micro e pequenos empreendendores).

É fato que uma parte dessas empresas tem seus registros contábeis subavaliados, onde de certa forma é até compreensível, levando em conta a forte carga tributária em que tentam esquivar-se (não fazendo apologia à evasão fiscal), mas também não é motivo para sobreavaliá-los. Não é justificável apresentar uma realidade que está muito além da sua realidade.

É claro que os bancos possuem mecanismos de cálculo e sistemas capazes de detectar distorções nos dados apresentados pelas empresas, mas ainda que haja a validação destes dados e sua empresa seja contemplada com o tão almejado empréstimo (talvez com um valor até superior ao que você esperava), você possivelmente estará ajudando a cavar o buraco em que sua empresa jaz.

O crédito financeiro, em todas as suas modalidades, se mal aplicado, estará mais para um tropeço que um catalizador dos negócios.

A dica é: antes que o seu limite de crédito seja estabelecido pelo seu banco, estabeleça você mesmo o seu limite e evite pegar mais do que você realmente precisa. É tentador, mas resista.
Faça cálculos, analise as informações detalhadamente, peça ajuda, ou seja, não lance mão de um crédito sem antes saber minuciosamente o que fazer com ele.

Se o fluxo de caixa da empresa anda de mau a pior e está difícil cumprir com as obrigações financeiras, identifique primeiro a causa do problema. Se não souber qual bicho está corroendo o seu capital de giro, todo novo recurso que entrar será devorado também.

(o que é acompanhar um blog?)

João N

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